O Toyota Yaris Cross, um dos lançamentos mais esperados de 2025, chegou ao Brasil com a proposta de ser um SUV compacto e moderno. No entanto, a expectativa foi abalada após a divulgação dos resultados do Latin NCAP, onde o modelo obteve apenas duas estrelas em um total de cinco na avaliação de segurança.

Produzido em Sorocaba (SP) e na Indonésia, o Yaris Cross é equipado com seis airbags e controle eletrônico de estabilidade de série. Porém, os testes evidenciaram proteção marginal em áreas cruciais do veículo, levantando sérias preocupações sobre sua segurança.

Avaliação detalhada do Latin NCAP

A avaliação incluiu testes de impactos frontais, laterais, lateral de poste, chicotada cervical, proteção a pedestres e assistência eletrônica. O SUV alcançou 77% de proteção para ocupantes adultos e 69%% para crianças, enquanto a proteção a pedestres e assistência à segurança ficaram aquém de 60%%.

A baixa pontuação é atribuída, em parte, à falta de alguns sistemas de assistência em diversas regiões da América Latina. No Brasil, recursos como frenagem autônoma de emergência, assistente de mudança de faixa e controle de velocidade adaptativo são padrão, mas opcionais em outros locais.

Concorrência no mercado e preços

No impacto frontal, a estrutura do Yaris Cross demonstrou resistência, oferecendo proteção razoável à cabeça e pernas dos passageiros, embora o tórax do motorista tenha obtido uma avaliação marginal em testes cruciais. É importante ressaltar que a proteção infantil foi avaliada positivamente, especialmente para instalação de cadeirinhas ISOFIX.

O Yaris Cross se junta a um concorrido segmento de SUVs compactos, disputando espaço com o T-Cross, Creta e HR-V. As versões variam entre R$ 161.390 e R$ 189.990, incluindo opções híbridas flex e uma proposta tecnológica que combina um motor 1.5 com propulsores elétricos, prometendo eficiência e inovação.

Apesar do desempenho abaixo das expectativas no Latin NCAP, o modelo já havia conquistado cinco estrelas no ASEAN NCAP, evidenciando que a versão brasileira possui um pacote de segurança mais robusto. A diferença nas avaliações de segurança foi destacada por Alejandro Furas, do Latin NCAP, que comentou sobre os diferentes padrões de segurança adotados regionalmente.