A Omoda & Jaecoo confirmou que pretende iniciar a produção de veículos no Brasil a partir de 2027, usando a fabricação local como estratégia central para ganhar competitividade, reduzir custos e expandir o market share no país. A operação também deve funcionar como base de exportação para a Argentina.
Fábrica de Itatiaia pode ser o ponto de partida
Para acelerar o projeto, a marca avalia assumir uma planta industrial já existente em vez de construir do zero. A unidade de Itatiaia (RJ), atualmente vinculada à Jaguar Land Rover, aparece como a principal candidata. O uso de uma estrutura pronta encurta prazos e reduz o investimento inicial.
A empresa ainda não confirmou oficialmente o local, mas admite que a definição está próxima. Entre as opções analisadas estão compra, parceria operacional ou construção própria — sendo a absorção de uma fábrica já pronta a alternativa mais cotada nos bastidores.

Omoda 5 e Jaecoo 5 serão os primeiros modelos nacionais
Os primeiros veículos fabricados localmente devem ser o Omoda 5 e o Jaecoo 5, dois SUVs que compartilham base e proposta. A escolha reflete a preferência consolidada do consumidor brasileiro por utilitários esportivos com eficiência energética. O Omoda 5 já registrou mais de 6 mil unidades vendidas no Brasil em 2026, enquanto o Jaecoo 5 aposta em visual robusto e apelo urbano-familiar.
A motorização prioritária será híbrida e híbrida plug-in, com estudos para futura adaptação à tecnologia flex. O conjunto mais cotado combina motor 1.5 turbo a gasolina com propulsor elétrico, entregando 224 cv e 30 kgfm de torque — equilíbrio entre eficiência e desempenho.
Linha vai crescer com Omoda 4, Omoda 2 e Jaecoo 3
Além dos modelos iniciais, a Omoda & Jaecoo estuda ampliar seu portfólio no Brasil com projetos como Omoda 4, Omoda 2 e Jaecoo 3, todos focados em SUVs e crossovers. A expansão será gradual, priorizando a consolidação da operação fabril antes de novos lançamentos.
O que a fábrica da Omoda & Jaecoo significa para o mercado brasileiro?
A produção local muda o jogo para a marca no Brasil. Veículos fabricados no país ficam isentos do Imposto de Importação, o que pode reduzir significativamente o preço final ao consumidor. Atualmente, os modelos da Omoda & Jaecoo chegam importados da China, o que eleva os custos e limita a margem de competitividade frente a marcas já consolidadas com produção nacional.
Se a unidade de Itatiaia for confirmada, a marca entra em um polo automotivo já estruturado, com cadeia de fornecedores ativa e mão de obra especializada. A exportação para a Argentina a partir do Brasil também reforça a posição estratégica do país como hub regional da montadora chinesa. Com o plano de expandir a linha para modelos mais acessíveis como o Omoda 2, a marca pode alcançar faixas de preço que hoje são território exclusivo de marcas tradicionais.



