A mobilidade urbana no Brasil enfrenta uma transformação significativa com a implementação da Resolução nº 996/2023 do Contran, que exige novas regras para ciclomotores a partir de 1º de janeiro de 2026. Esse movimento tem como objetivo garantir a segurança dos condutores e a organização no trânsito, refletindo uma crescente adesão a veículos de baixa cilindrada e elétricos nas cidades.

Com a nova regulamentação, os ciclomotores – definidos como veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou 4 kW de potência elétrica, com velocidade máxima limitada a 50 km/h – precisarão ser registrados no Detran, receber emplacamento e ter licenciamento anual. Além disso, os condutores deverão possuir a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A.

Requisitos de Segurança e Penalidades

As novas regras também estipulam requisitos mínimos de segurança para os ciclomotores. Faróis, lanternas, luzes de freio, espelhos retrovisores, velocímetros, buzinas, pneus em boas condições e escapamentos silenciosos serão obrigatórios. Além disso, a utilização de capacetes pelo condutor e passageiro será mandatória, visando à proteção dos usuários nas ruas.

Quem circular sem o devido registro, placa, ou habilitação estará sujeito a penalidades severas. As infrações serão consideradas gravíssimas, com multas que podem alcançar R$ 293,47 (cerca de USD 51) e a adição de sete pontos na carteira de habilitação, além da possibilidade de apreensão do veículo.

Isenções e Exceções

Importante destacar que a nova legislação não se aplica a alguns veículos. Cadeiras de rodas elétricas e bicicletas elétricas que atendem a requisitos específicos de pedal assistido e velocidade permanecem isentas de registro e emplacamento, sendo classificadas como dispositivos de mobilidade assistiva, não como veículos automotores.

Essas mudanças têm um impacto positivo nas questões de segurança e na convivência entre os diferentes modais de transporte. Segundo a presidente do Detran do Acre, Taynara Martins, a padronização das regras traz “mais responsabilidade e melhora a convivência entre os diferentes modais”.

O que isso significa para o Brasil?