Emerson Fittipaldi voltou a sentar ao volante de uma McLaren clássica da década de 1970 nas ruas de Miami, em uma demonstração que reuniu lendas e pilotos atuais da equipe britânica para antecipar a celebração do milésimo Grande Prêmio da escuderia na Fórmula 1. O brasileiro, aos 79 anos, dividiu a pista improvisada com Mika Hakkinen, Bruno Senna, Lando Norris e Oscar Piastri, em um espetáculo que misturou nostalgia e velocidade em plena cidade americana.
Uma pista a céu aberto no coração de Miami
A McLaren transformou as ruas de Miami em um circuito improvisado para celebrar sua trajetória na Fórmula 1, reunindo diferentes gerações da equipe em um único evento. A demonstração atraiu uma multidão entusiasmada e criou uma ponte rara entre os campeões que ajudaram a construir a identidade da escuderia e os talentos que hoje representam suas cores.
Norris e Piastri pilotaram um carro histórico ligado ao título de 2008, enquanto Hakkinen guiou um modelo equipado com motor V10 e Bruno Senna conduziu um carro com o icônico V12 — máquina diretamente ligada à memória de seu tio, Ayrton Senna. O som dessas unidades de potência fez o chão vibrar e reforçou o peso da tradição da equipe britânica.
Fittipaldi e a emoção de reviver os anos 1970
Emerson Fittipaldi foi um dos pontos altos da celebração. O bicampeão mundial pilotou um modelo clássico que remete às suas conquistas com a McLaren na década de 1970 e reafirmou seu orgulho em fazer parte da história da equipe. Sua presença trouxe um tom genuinamente emocional à homenagem, conectando o público com uma era de ouro da categoria.
A expectativa inicial era que Miami sediasse a comemoração oficial do milésimo Grande Prêmio da McLaren — feito atingido por poucas equipes na história da Fórmula 1. No entanto, o cancelamento de etapas no Oriente Médio alterou os planos e a celebração formal foi transferida para Mônaco, circuito emblemático onde a equipe estreou em 1966.
Com os olhos no presente: McLaren foca na disputa
Apesar do clima festivo, o foco da equipe já se volta para a briga na pista. Piastri evitou previsões otimistas e sinalizou que a McLaren não chega à próxima etapa com a mesma vantagem de temporadas anteriores, alertando para um fim de semana competitivo e imprevisível diante de rivais fortes e mudanças nas regras.
A equipe chega embalada por vitórias recentes em Miami e busca manter o bom momento, mas reconhece o equilíbrio do pelotão. Entre o passado glorioso celebrado nas ruas americanas e os desafios do campeonato atual, a McLaren segue escrevendo novos capítulos de uma história que, claramente, ainda tem muito a contar.
O que essa celebração representa para o Brasil?
A participação de Emerson Fittipaldi no evento vai muito além da nostalgia: ela reforça o papel central do Brasil na história da Fórmula 1 e da própria McLaren. O paulista de 79 anos foi bicampeão mundial pela equipe britânica em 1974 e segue sendo um dos maiores embaixadores do automobilismo nacional no mundo.
Para o torcedor brasileiro, a cena de Fittipaldi ao volante de uma McLaren clássica em pleno Miami é um lembrete poderoso de que o país produziu alguns dos maiores talentos da história da categoria. A presença de Bruno Senna — sobrinho de Ayrton Senna, ícone máximo do automobilismo brasileiro — ao volante do V12 que seu tio imortalizou adiciona ainda mais camadas emocionais ao evento para o público do Brasil.
No contexto do mercado nacional, a McLaren comercializa seus superesportivos no Brasil por meio de importação oficial, com modelos como o Artura partindo de valores próximos a R$ 2 milhões, dependendo da configuração e câmbio vigente. A visibilidade gerada por eventos como este em Miami alimenta o interesse da marca no país, que figura entre os mercados emergentes prioritários da montadora britânica.



