A Chevrolet lança o novo Sonic para o mercado brasileiro em 2026, produzido em Gravataí (RS), com preços a partir de R$ 129.990 na versão Premiere e R$ 135.990 na RS. O modelo chega para disputar diretamente com Volkswagen Nivus, Renault Kardian e Fiat Pulse, trazendo motor 1.0 turbo revisado, central multimídia de 11 polegadas e um pacote de segurança ampliado.
Um SUV compacto maior do que parece
Com 4,53 metros de comprimento e 1,77 metro de largura, o novo Sonic é visivelmente maior do que seus rivais diretos e supera o próprio Onix em porte. O entre-eixos generoso foi pensado para garantir mais conforto interno e um porta-malas mais espaçoso, enquanto o aumento de 20 centímetros no vão livre do solo melhora o desempenho em ruas esburacadas e estradas de terra — realidade cotidiana de boa parte dos motoristas brasileiros.
A Chevrolet reforçou a estrutura inferior do veículo justamente pensando nesse perfil de uso. Ainda assim, especialistas recomendam a instalação do protetor inferior original para quem roda com frequência em pisos irregulares, já que o câmbio fica menos exposto do que em outros modelos da linha, mas não totalmente protegido.

Design moderno, tecnologia conectada e segurança ativa
Visualmente, o Sonic aposta em iluminação full LED na dianteira e na traseira — incluindo luz diurna, seta e faróis auxiliares. A versão RS adiciona acabamento escurecido, rodas exclusivas e detalhes esportivos, enquanto a Premiere surge como a opção mais equilibrada entre equipamentos e custo.
No pacote de segurança, o modelo traz frenagem automática de emergência, alerta de saída involuntária de faixa, sensores dianteiros e traseiros, assistente de estacionamento automático e monitoramento de ponto cego nos retrovisores. A nova câmera frontal ganhou campo de visão 40% maior em relação à geração anterior. Ficaram de fora, porém, o piloto automático adaptativo, a câmera 360° e a centralização ativa em faixa.
Um dos destaques da versão conectada é o serviço OnStar, oferecido com 8 anos gratuitos de conectividade. Pelo aplicativo, o proprietário consegue localizar o veículo, acionar o ar-condicionado remotamente e monitorar informações do carro em tempo real — recursos até então mais comuns em modelos de faixas superiores de preço.
Interior: qualidade acima do esperado para o segmento
Por dentro, o Sonic compartilha a central multimídia de 11 polegadas e o painel digital de 8 polegadas já conhecidos no Onix e no Tracker. O volante e parte dos comandos também seguem a identidade visual atual da GM. Apesar disso, a cabine transmite sensação de qualidade superior, com revestimentos macios no painel, ar-condicionado digital automático e bancos redesenhados que, segundo avaliações iniciais, se aproximam do padrão da Tracker.

O espaço traseiro surpreendeu positivamente. Passageiros de até 1,78 metro conseguem viajar com conforto adequado tanto para pernas quanto para a cabeça — desempenho comparável ao do Nivus, rival direto no segmento dos SUVs compactos nacionais.
Motor 1.0 turbo revisado: GM corrigiu falhas antigas
Mecanicamente, o Sonic utiliza o motor 1.0 turbo com injeção direta, gerando 115,5 cv e torque de 18,9 kgfm. O câmbio automático de 6 marchas é padrão nas duas versões. Ricardo Fanucchi, diretor executivo de Engenharia e Produto da General Motors América do Sul, afirmou que o modelo alcança consumo médio de 14,8 km/l.
A novidade mais relevante, porém, está nas correções técnicas. A engenharia da GM revisou a tubulação próxima da turbina, que ganhou nova proteção térmica e rota diferente para evitar os vazamentos recorrentes registrados em modelos anteriores. A sonda lambda foi atualizada, o módulo de injeção eletrônica foi reformulado e os atuadores do sistema de comando variável receberam melhorias — ajustes que mecânicos presentes no lançamento atribuem ao histórico de relatos de garantia dos proprietários das versões antigas.
O sistema utiliza bateria do tipo EFB, preparada para trabalhar com alternador inteligente e evitar quedas bruscas de tensão — problema que afeta diversos veículos modernos com muitos componentes eletrônicos. A correia banhada a óleo foi mantida, mas atualizada; a durabilidade, segundo mecânicos, depende diretamente do uso correto do lubrificante e da frequência de manutenção preventiva.
O que o Sonic 2026 significa para o mercado brasileiro
O novo Chevrolet Sonic é um produto 100% nacional, desenvolvido no Brasil com participação de aproximadamente 350 fornecedores locais e fabricado na planta de Gravataí (RS). Isso representa uma aposta clara da GM na engenharia brasileira em vez da importação de um modelo pronto de outro mercado.
Com preços entre R$ 129.990 e R$ 135.990, o Sonic entra em uma faixa bastante disputada. O Fiat Pulse, o Renault Kardian e o Volkswagen Nivus brigam pelo mesmo consumidor — alguém que quer um SUV compacto com bom espaço interno, tecnologia embarcada e preço abaixo dos R$ 140 mil. O diferencial do Sonic é o porte ligeiramente maior, o pacote de conectividade com 8 anos gratuitos e as correções mecânicas que buscam recuperar a confiança de quem teve problemas com gerações anteriores da plataforma. Para o consumidor brasileiro, a combinação de tamanho, tecnologia e preço coloca o modelo como uma das apostas mais relevantes da Chevrolet para os próximos anos.



