A BYD confirmou a chegada da picape Mako ao mercado brasileiro em 2026, trazendo tecnologia híbrida plug-in flex com potência combinada de 234 cv e autonomia elétrica de até 68 km. O modelo chega inicialmente importado da China e mira diretamente concorrentes consolidados como a Fiat Toro, a Ford Maverick e a Ram Rampage no segmento de picapes médias.
Motor híbrido flex e bateria: o coração tecnológico da Mako
A BYD Mako chega com um powertrain híbrido plug-in compatível com etanol, entregando 234 cv de potência combinada na versão de entrada. O sistema elétrico permite rodar em modo 100% elétrico em percursos urbanos, com autonomia declarada de até 68 km — suficiente para cobrir o trajeto diário da maioria dos motoristas sem consumir uma gota de combustível.
A capacidade da bateria deve variar entre 12,9 kWh e 18,3 kWh, compartilhando a mesma arquitetura do BYD Song Pro. Versões futuras estão projetadas com tração integral e dois motores elétricos, elevando a potência combinada para até 324 cv.
Plataforma monobloco e suspensão independente: mais SUV do que off-road
A Mako foi construída sobre uma plataforma monobloco com suspensão traseira independente — uma escolha que prioriza conforto, dirigibilidade e refinamento, aproximando o modelo do comportamento de um SUV em vez de uma picape tradicional.
A contrapartida dessa opção técnica é uma caçamba de dimensões menores em relação a rivais como a Toro e a Maverick. A BYD aposta que o público urbano valoriza mais a experiência de condução do que a capacidade de carga bruta.
Quanto vai custar a BYD Mako no Brasil? Impacto do imposto de importação
Os preços oficiais ainda não foram confirmados pela BYD, mas projeções de mercado apontam para a faixa entre R$ 200 mil e R$ 220 mil nas versões iniciais importadas. Esse patamar já considera o imposto de importação de 35% incidente sobre veículos trazidos da China, o que pressiona o valor ao consumidor.
A equação deve mudar quando a produção migrar para a fábrica da BYD em Camaçari (BA), onde a montadora já planeja fabricar o modelo localmente. Com a produção nacional, os custos tendem a cair e a competitividade frente às rivais montadas no Brasil aumenta.
O que a chegada da BYD Mako significa para o mercado de picapes no Brasil
O segmento de picapes médias é um dos mais aquecidos do mercado brasileiro. A Fiat Toro lidera com folga, mas enfrenta pressão crescente de rivais como a Ford Maverick e a Ram Rampage. A entrada da BYD Mako adiciona um ingrediente inédito nessa briga: tecnologia híbrida plug-in flex com produção nacional planejada.
Para o consumidor brasileiro, isso se traduz em uma alternativa com custo de operação potencialmente menor — especialmente para quem roda majoritariamente na cidade e pode aproveitar a autonomia elétrica da Mako sem depender de postos de combustível. A chegada da produção à Bahia também reforça o compromisso da montadora com preços mais acessíveis no médio prazo.
A BYD posiciona a Mako um degrau abaixo da já disponível BYD Shark, que atua no segmento premium. Com isso, a marca chinesa passa a cobrir duas faixas distintas do mercado de picapes no país — uma estratégia que pode acelerar o crescimento da marca em um dos segmentos mais rentáveis do Brasil.



